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  • 22 Dezembro 2015

Enfermagem paga a conta pelo caos na saúde do estado

Como atua na linha de frente do atendimento, a enfermagem é a mais afetada entre as categorias ligadas à área de saúde do estado. Diante do caos generalizado nos hospitais e UPAs da rede estadual, os profissionais de enfermagem acabam sendo alvos da ira da população, chegando mesmo a ser ofendidos por pessoas revoltadas com o não atendimento. 

Durante um périplo por unidades da Baixada Fluminense, nesta segunda-feira, 21, a presidente do SindEnfRJ, Mônica Armada, e a diretora Líbia Bellusci puderam constatar os efeitos devastadores da crise de gestão do estado sobre a prestação dos serviços de saúde.

Enquanto o governador Pezão admite publicamente que não tem dinheiro para pagar a dívida com as Organizações Sociais, as UPAs administradas pelas OS definham a olhos vistos. Além de não receberem o 13º, muitos servidores estão até hoje sem o salário de novembro. Uma parte deles ainda teve o vale-transporte recarregado, mas outra não consegue chegar aos locais de trabalho devido ao calote também no vale-transporte.

O governo do estado se limita a repetir que não tem recursos e que a crise é grave. Mas esse mesmo governo há menos de 10 dias aprovou na Alerj uma isenção tributária milionária  à Ligth, para compensar uma dívida de R$ 38 milhões da SuperVia com a empresa de energia. Trocando em miúdos, enquanto a população e os servidores padecem com situação de calamidade na saúde, a SuperVia tem uma dívida de R$ 38 milhões perdoada.

Vale lembrar que o sindicato entrou com ação na justiça para obrigar o estado a pagar o 13º dos servidores. Mas o Judiciário não concedeu a liminar pedida, sob a alegação de que teria que ouvir as razões do governo, e na sequência entrou em recesso. O sindicato aguarda até hoje também o pedido de audiência feito ao governador Pezão há cerca de 15 dias. Ou seja, mais do que dinheiro, falta sensibilidade social e compromisso público  ao governo.

Contudo, o SindEnfRJ não vai se calar. Seja na justiça, seja nas mobilizações de rua, ou nas ações conjuntas com outras categorias, não descansaremos até que o governo do estado cumpra o seu dever constitucional no que diz respeito à saúde da população e honre suas obrigações trabalhistas com os servidores.

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