FLÁVIO BOLSONARO QUESTIONA IMPORTÂNCIA DE SINDICATOS NA SOCIEDADE

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acredita que os sindicatos não devem participar da formulação de políticas públicas que digam respeito aos direitos dos trabalhadores. É o que o presidenciável indica nas páginas 44 e 45 do seu Plano de Governo protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na seção intitulada “O trabalhador em primeiro lugar, não o sindicato”, Flávio diz que líderes sindicais não foram eleitos para opinar sobre ações de Governo. A Constituição de 1988, que Bolsonaro já disse que pretende rever, garante o direito à sindicalização e veda ao poder público qualquer interferência nas entidades representativas das categorias. O Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (SindenfRJ) repudia a proposta de Flávio com veemência.

Sem a atuação combativa e coordenada dos sindicatos, o trabalhador brasileiro não teria direito a férias, 13° salário, FGTS e previdência social, por exemplo. Hoje, as entidades sindicais são as maiores entusiastas do fim da escala 6 x 1 que está prestes a ser votado no Senado Federal. Ou seja, sem a luta dos sindicatos, o patrão estaria dando as cartas sozinho e a legislação trabalhista estaria sendo sumariamente ignorada. Os sindicatos são um dos principais elos da sociedade civil com as esferas de Poder. Mas, para o candidato Flávio Bolsonaro, líderes sindicais têm muita força e autonomia. Ele acredita que o negociado possui mais valor do que a lei. E é por isso que o SindenfRJ faz um apelo a você, trabalhador: dê seu voto a quem conhece e está ao lado da luta dos trabalhadores do país há muitos anos e sabe da importância das entidades representativas para as diversas categorias.

No dia 25 de outubro, pense nisso e eleja quem defende a classe dos trabalhadores e tem um histórico em prol dos sindicatos e dos direitos trabalhistas.