Em audiência de conciliação do dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), na última terça-feira (24/02), representantes do Sindicato dos Enfermeiros do Rio (SindenfRJ) e do Sindicato dos Médicos concordaram em realizar mais uma reunião com as organizações sociais (OSs) e a Prefeitura do Rio, no próximo dia 11 de março, para uma nova rodada de negociações. Os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) reivindicam a reintegração dos profissionais demitidos no período da greve desse ano e a criação de um calendário de pagamento das Variáveis de 2023, 2024 e 2025. Nesta quarta-feira (25/02), em assembleia na sede do SindenfRJ, na Cinelândia, os enfermeiros decidiram fazer uma paralisação de 30 dias a partir de 2 de março. No dia 12, porém, realizarão uma nova assembleia após a reunião com a Prefeitura e as OSs.

A assembleia de quarta que decidiu pela greve de 30 dias contou ainda com a presença do deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ), que fez questão de demonstrar apoio à luta da Enfermagem. Durante a audiência no TRT-RJ na terça, o Governo municipal e as OSs optaram por não assumir o compromisso de pagar as Variáveis de forma integral. Eles apontaram para uma intenção de pagar a Variável de 2023 no primeiro semestre de 2026 e a de 2024 no segundo semestre de 2026. Além disso, não foram receptivos quanto à readmissão dos demitidos na greve. Antes da audiência, os sindicatos realizaram uma manifestação em frente ao prédio do Tribunal, na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio. Os profissionais das clínicas da Família, que estão há anos sem reajuste salarial, encontram-se sobrecarregados, tendo que atender o dobro de pacientes indicados pelo Ministério da Saúde.

O SindenfRJ vai continuar ao lado desses trabalhadores, exigindo que as suas reivindicações sejam atendidas para que o serviço prestado à população não seja prejudicado.