SINDICATO ACIONA MP PARA DISCUTIR FUTURO DE MATERNIDADES PÚBLICAS

O Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (SindenfRJ) acionou o Ministério Público estadual (MP-RJ) para que promova uma Mesa de Mediação entre Prefeitura do Rio, Rio Saúde, OS Igedes e o próprio SindenfRJ para discutir o futuro das maternidades públicas da cidade. A Secretaria Municipal de Saúde decidiu entregar a direção de algumas das unidades, como a Alexander Fleming (Marechal Hermes), a Herculano Pinheiro (Madureira), a Carmela Dutra (Lins de Vasconcelos) e a Leila Diniz (Barra da Tijuca), à iniciativa privada por 24 meses, prorrogáveis por mais 10 anos. Para o sindicato, a situação é grave e não pode permanecer desse jeito, com terceirização do atendimento, precarização do serviço realizado em prol da população, redução de leitos e diminuição de salários dos profissionais, dentre outras irregularidades.

O contrato firmado entre Prefeitura e Igedes é resultado de um Termo de Colaboração que prevê investimentos de R$ 32 milhões e autoriza, inclusive, a subcontratação de atividade-fim. A presidente do SindenfRJ, Elizabeth Guastini, está preocupada com esse processo. Ela esteve na Maternidade Leila Diniz, na semana passada, para conversar com os funcionários sobre as denúncias envolvendo a transição da administração das unidades da Rio Saúde para a OS Igedes. Elizabeth ouviu vários relatos referentes ao descumprimento das leis trabalhistas, dentre os quais sobre redução de salários e desligamento de funcionários, além de assédio moral e coação. O Sindicato dos Enfermeiros espera que o MP-RJ consiga mediar um acordo para que os profissionais de Saúde não sejam prejudicados com a entrega das maternidades públicas para a iniciativa privada.