Em assembleia realizada, nesta quarta-feira (11/03), em frente à Secretaria Estadual de Saúde (SES), no Centro do Rio, o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (SindenfRJ) decidiu convocar os trabalhadores para uma greve de 24 horas no próximo dia 18 de março. A paralisação será feita por diversas categorias do funcionalismo público do estado, cujas pautas são muito semelhantes, e contará com uma caminhada dos servidores do Largo do Machado até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, onde será organizado um protesto. No caso da Enfermagem, as principais reivindicações ao governador Cláudio Castro e à secretária de Saúde, Cláudia Mello, são o pagamento de duas parcelas da reposição salarial, a implementação integral do Plano de Cargos e Salários (PCCS), o reajuste do vale-refeição (congelado desde 2008), a concessão de vale-transporte aos estatutários da SES e do Iaserj e a realização de concurso público.

Além das pautas trabalhistas, o funcionalismo público do estado também quer, na paralisação, demonstrar toda sua insatisfação com o governador e com as inúmeras denúncias de corrupção que envolvem o seu mandato. Apesar do pedido de vista do ministro Nunes Marques, o julgamento da cassação de Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tem data marcada, graças à intervenção da ministra Cármen Lúcia. Nos próximos dias 24 e 25 de março, o TSE decidirá o futuro da governança no Estado do Rio. O SindenfRJ espera que, se houver cassação, os servidores fluminenses possam contar com um governador mais sensível à causa da dignidade do funcionalismo público e com um secretário de Saúde que, pelo menos, implemente os acordos firmados com a categoria, situação que não tem acontecido na gestão da secretária Cláudia Mello.
