A semana começou movimentada para os enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) que trabalham nas clínicas da Família do Rio de Janeiro. Como consequência de tantas atividades, ocorridas na segunda (02/02) e na terça-feira (03/02), a categoria, em assembleia na sede do Sindicato dos Enfermeiros do Rio (SindenfRJ), na Cinelândia, decidiu fazer novas paralisações nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro. Além disso, haverá, na próxima terça-feira (10/02), um encontro na Prefeitura entre enfermeiros, médicos, Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e organizações sociais (OSs), para discutir algumas questões, como a revisão das demissões e do assédio a funcionários e a apresentação de um cronograma de pagamento das Variáveis 3. Nesta segunda-feira (02/02), a categoria reuniu-se com representantes do governo municipal, das OSs, do Ministério Público (MPT) e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para uma audiência de conciliação em que discutiram as principais reivindicações.

Também na segunda-feira (02/02), às 9h, médicos e enfermeiros da APS realizaram um ato em frente ao Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica. Em pauta, não estava apenas a melhoria das condições de trabalho dos profissionais, mas também os problemas que afetam a qualidade do cuidado oferecido à população, como equipes sobrecarregadas, violência frequente nos territórios e nas unidades, salários sem reajuste há anos e descumprimento de acordos por parte da gestão municipal. Às 11h, ocorreu a audiência de conciliação do dissídio de greve. Os representantes do MPT e do TRT decidiram manter o percentual determinado por lei para a paralisação, com 30% da Enfermagem em serviço e 70% em greve. Já na terça-feira (03/02), a categoria reuniu-se novamente na sede do SindenfRJ, onde aprovou as paralisações da semana que vem. No próximo dia 11 de fevereiro, haverá outra assembleia no sindicato para mais uma avaliação do movimento e para uma nova rodada de decisões sobre os rumos da greve.