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  • 18 Agosto 2015

Greve se fortalece e ganha a rua

Depois de um ato na entrada do Into, que contou com boa presença de profissionais de enfermagem da unidade e do Hospital de Bonsucesso, entre outros, os manifestantes saíram em passeata pela Avenida Rio de Janeiro, contornado a sede do Into.

O evento mostra que a greve dos enfermeiros, técnicos e auxiliares da rede federal de saúde, que completa 14 dias, se fortalece a cada dia.

Sinaliza também para o governo que a mobilização da categoria tem força suficiente para esticar o movimento até que suas reivindicações sejam atendidas.

- Quero dizer que como paciente do Into sempre fui muito bem tratado pelos enfermeiros. Os médicos pouco nos visitam, mas os enfermeiros cuidam da gente dia e noite. Fazem isso como profissionais, mas, principalmente porque amam o próximo - disse Anderson, paciente do Into.

A manifestação, que teve a diretora do SindEnfRJ, Líbia Bellusci, como apresentadora, contou com a presença da presidente Mônica Armada, e dos diretores Narcílio Feijó, Elizabeth Guastini, Cristina Vnetilho e Denise Sanches.

- Só a greve é capaz de pressionar o governo e avançar as negociações, em Brasília. É claro que nós rejeitamos a proposta de reajuste de 21% em quatro anos. Mas também não vamos abrir mão do nosso direito constitucional a duas matrículas. Vamos lutar até o fim contra as demissões por duplo vínculo. Aliás, já como resultado da greve, está sendo esperada para as próximas horas um portaria suspendendo os processos administrativos por duplo vínculo. Também não abrimos mão do concurso público. Somos totalmente contrários à terceirização, mas defendemos que os colegas terceirizados sejam valorizados, e não contratados com salários bem inferiores ao piso profissional, como acontece hoje. Ficaremos parados até que a nossa pauta seja atendida- conclamou Mônica Armada.

Já o presidente da CUT-RJ, Darby Igayara, defendeu a necessidade de aumentar ainda mais a pressão sobre o ministro Chioro, da Saúde, e lembrou o interesse público do movimento da enfermagem: "Nós, da CUT, não aceitamos esse descaso com a saúde . Mas a população tem que entender que essa luta dos enfermeiros é pela saúde de qualidade.Os pacientes têm que vir para a rua também.

 

 

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