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  • 12 Abril 2012

Manifestação por jornada de 30 horas reúne sete mil em Brasília

Aproximadamente sete mil trabalhadores participaram ontem em Brasília de manifestação em defesa da aprovação imediata do projeto de lei que regulamenta a jornada semanal de 30 horas para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, convocada pelo Fórum Nacional 30 horas Já. Eles se reuniram de manhã em frente a catedral e seguiram em caminhada pela Esplanada dos Ministérios até a Câmara dos Deputados para pressionar os parlamentares a incluírem a proposta na pauta de votações da Casa.

Os trabalhadores da Enfermagem lotaram o auditório Nereu Ramos e participaram de audiência pública na Comissão de Legislação Participativa. Por sugestão do presidente da Comissão, deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), foi assinado documento por todos os líderes partidários se comprometendo a defender a inclusão imediata do projeto de lei na pauta de votações.

O texto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados Marcos Maia (PT-RS), que, mais uma vez, alegou que medidas provisórias ainda sem votação trancam a pauta da Casa e impedem a apreciação de qualquer outra matéria. A desculpa foi a mesma apresentada no ano passado por Maia e em 2010 pelo então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), atual vice-presidente da República.

A resposta de Maia não convenceu os trabalhadores, que decidiram ampliar a mobilização pela votação imediata do projeto da jornada de 30 horas. Entre as possibilidades está uma paralisação dos serviços de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem no dia 15 de maio. A forma da paralisação será decidida em reuniões dos representantes das categorias em todo o país.

Além disso, quatro enfermeiros que foram a Brasília participar da manifestação e estão acampados em frente ao Congresso Nacional anunciaram a decisão de iniciar uma greve de fome. Eles garantem que vão ficar na capital e só voltam a comer depois que o projeto for, finalmente, votado e aprovado pela Câmara dos Deputados.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (SindEnfRF), Mônica Armada, que participou das manifestações em Brasília, disse que a protelação da aprovação do projeto deixa claro que as categorias precisam ampliar sua mobilização. Segundo ela, a proposta de paralisação das atividades indica um novo rumo para a luta em defesa das 30 horas.

Mônica lembrou que não há argumentos contra a aprovação do projeto, que tem o aval da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da presidente Dilma Rousseff, que, durante a campanha eleitoral, se comprometeu a sancioná-lo. “Não há mais o que esperar. É preciso votar e aprovar o projeto imediatamente. E cabe aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem de todo o pais ampliarem sua mobilização. Só com ela vamos conseguir essa vitória”, afirmou.

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